O meu filho hoje surpreendeu-me. Assim de repente, de forma inesperada, disse que me ia dar um presente. Ia desenhar para mim. E desenhou o que sente, o que vai na alma pequenina da tenra idade, e tão grande, tão grande que é maior que a minha e a tua foram alguma vez juntas. E cá está. Um prédio alto, iluminado pelo meio com o amor gigante que queria continuar a ter guardado dentro de casa. Ele com a mãe de mão dada cá fora. Deixou-me a outra mão solta para a enfeitar com uma flor. Da cabeça dele, sairam corações vários a disparar para o céu. A voarem como balões, que se soltaram assim de repente das mãos pequeninas, que sucumbiram à guita escorregadia puxada por um vento forte. E inesperadamente passa um avião, e o carro não está lá como sempre esteve. Estacionado á porta com o cão a cortorná-lo para nos dar as boas vindas. No avião vai alguém em viagem, e os corações continuam a subir para lá chegar. Sempre e para sempre. Está um dia de sol atraiçoado por uma nuvem teimosa. Chuvisca...