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Fim De Ano

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E cá vai mais um ano. Este ano, perto do seu fim anunciou grandes e novas surpresas. Há quem não goste de surpresas. Agora até entendo o porquê. Sempre gostei de surpresas porque sempre as recebi de forma positiva. Mas este ano ensinou-me com a lentidão das suas noites, que as surpresas podem ser macabras e implacáveis. Mas continuo a acreditar no lado bom das surpresas. E ao acreditar elas aparecem. Por trás das malvadas surpresas vieram os anjos para me salvar. A minha fé de sempre prevaleceu. Aconteça o que acontecer no futuro, encontrei um anjo que me reconheceu como uma humana temporária, a viver uma experiência apenas. Mostrou-me que o meu sofrer é para evoluir, para ficar mais forte, para saber o que era a dor e entender agora melhor os outros, os seus pecados, as suas atitudes. Entendi agora que só conhecemos o que somos capazes, na iminência de perder a vida. Às portas da morte, ou nos deixamos ir com o coma, ou viajamos pelo tunel de luz até ao topo. Nesta viagem, achei um an...

Ver O Céu

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Há quem me queira mostrar o céu . Que olhe para ele, e lhe veja a beleza a colar-se ao infinito. Mas não vale a pena. É contigo que sinto o céu aberto. Mostram-me o mar. E este movimento de vai e vem perpétuo das ondas, lembra-me a diferença com que recebemos a vida. Foges de tudo o que não conheces. Corro para tudo o que quero conhecer.

Este Natal Se eu Pudesse Escolheria Ser Feliz

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Este Natal, se eu pudesse escolher os meus sentimentos em relação às pessoas que me rodeiam, escolheria enamorar-me com toda a intensidade de que sou capaz. Escolheria que, na altura em que essa paixão diminuìsse, debaixo dela crescesse o sentimento. Escolheria que nem eu nem o outro nos assustássemos com o desaparecimento da paixão e que soubéssemos enfrentar-nos com a mudança da intensidade para a profundidade. Escolheria que esse sentimento fosse amor e não somente desejo. E, finalmente, escolheria que se desse a possibilidade de voltar a enamorar-me, de vez em quando, pela pessoa que amo. Etiquetas: Jorge Bucay

Escrever Para Não Endoidecer

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Escrever-te. Possivelmente irei fazê-lo mais vezes, até ver se no escrever se me esgota este amor confuso que tenho amarrado a ti. Confusão não é só a tua nem a minha em separado. A confusão somos nós dois juntos a ver-nos privados de nós. Mas, quem não está confuso corre o risco de estar enganado, pior de se estar a enganar. Estamos juntos nesta teia entrelaçada que nos prende o amor, e nos faz tropeçar nos outros. Somos fragmentos de amores esfarrapados divididos por tanta gente. Estamos felizes. E eu sinto-me logo tão infeliz. Tu cheio de remorços e inseguranças. E digo a mim própria para não fugir. Os teus olhos pedem-me que não vá. Ficamos? Enganamo-nos e fugimos para outras ruas? Há em mim uma luta entre o desejo de que te esqueça e o de endoidecer contigo. Inspirado em Vergílio Ferreira

Momento

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Eis o momento. Finalmente juntos com todo o tempo do nosso mundo. O tempo não espera em vão. Ele espera o tempo que será nosso por muito tempo. Mesmo o que penso conhecer eu ainda desconheço. Mesmo um dia acreditando que não existe: Existe. Encontrámos quando não procurámos. Sem planos, e assim vamos continuar. Nada mais autêntico. A vida é mais bela assim. Sem amarras obrigatórias. Sem leis para cumprir. Sem horários. Eu sei que o teu coração me leva à montanha mais alta da felicidade. Sempre acreditei e continuo a acreditar. Eu sei que o bater descompassado deste coração é verdadeiro, é real e é a ele que vou seguir, esquecendo agora a razão, os porquês, o depois, o que seja. Acredito no presente, apenas no presente porque é agora. Felho os olhos ao passado e não os abro para o futuro. O momento é agora. Não importa porque não foi antes ou depois. É agora o instante. Embalo nos olhos o amor que deixas aos meus cuidados. O amor: Esse que trago ainda no branco do pensamento. E tudo o q...

Espero e Não Desespero

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"A frustração é inevitável, porém essencial para lapidar o espirito " Precisei de morrer para desejar. Para ver a cor do desejo, que é branca. Branca e irreparável, como tu, como nós dois. Quando fazemos amor, não é o tempo que para. Somos nós que apagamos o tempo. Sofregos trocamos os lábios, a lingua, as salivas. Estou à tua espera num sítio onde as palavras já não magoam, não ferem, não sobram nem faltam. Esse sítio existe.

Morrem Amores Todos Os Dias

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Todos os dias morre um amor. Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor. Às vezes de forma lenta e gradual, quase indolor, após anos e anos de rotina. Às vezes melodramaticamente, como nas piores novelas mexicanas, com direito a bate-bocas vexaminosos, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos. Morre ao almoço silencioso, ou em frente à televisão de domingo. Morre sem beijos antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com gosto de lágrima nos lábios. Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, ausência de bilhetes, beijos sem lingua, frios e secos. Morre da mais completa e letal falta de vontade. Todos os dias morre um amor. Às vezes com uma explosão, ou outras vezes com um suspiro. Todos os dias morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria que na prática, relutemos em admitir. Porque nada é mais doloroso do que a constatação de um fracasso. De saber que, mais uma vez, um amor morreu. Porque, por mais que não queiramos aprender, a vida m...