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Chaque Fou a Sa Marotte

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Que é como quem diz cada louco com a sua mania. Vamos  ficar por aqui. A fazer aquilo que pudemos. Talvez até façamos muito, tendo em conta aquilo de que somos feitos. E os sonhos foram morar para o nosso destino. Uma  janela para espreitarmos o outro lado. E não nos acusem de sonhar sonhos velhos. Nada como descer de morro em morro com o céu às costas. Só o coração solto pode fecundar o sonho preso numa cabeça tonta. Paulo Coelho dizia que escrever ajuda, porque as palavras têm poder. Chaque fou a Sa Marotte.

36 Anos

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Dei comigo a pensar que o dia de aniversário,  nos empurra sempre para um estado de insatisfação que começa desde cedo. Ou porque o tempo passou rapido demais, ou porque não queriamos que tivesse passado. Aos 14 anos sonhava ter 18 anos. Era o meu maior desejo. Tudo seria possivel. Subir a colina, sem ver a morte situada no sopé do outro lado. Poder sonhar de asas abertas e acelarar sonho adentro. Aos 36 anos gostava de voltar aos 18 anos. Como é isto? É uma busca da felicidade quase inconsciente, com base numa firme certeza de que esta deva ser encontrável na vida. Imagens enganosas de uma felicidade sonhada e indeterminada. A verdade é que o tempo clarifica tudo. Não há estado de espirito que se mantenha inalterado passe o tempo que passar. Chego á conclusão que nenhuma idade nos agrada tanto como o tempo que não existe e o lugar onde não estamos. Mas também sei que agora, cada dia vivido desperta uma sensação semelhante à do delinquente ao dirigir-s...

Não Me Lembro Nem Me Esqueço

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Se há coisa a que sou fiel é á memória. Já Simone de Oliveira nos segredava a cantar: - Não me lembro nem me esqueço, adormeço. E assim se vence entre perdas e danos os sobressaltos de uma vida. O pensamento esconde sempre um plano de sobrevivência. Ao desfilar pelos anos, ainda não se viu tudo, e nada é nosso. Só  o que se se sente verdadeiramente é que não pode ser traido. Como uma brisa que entra e sai mas, passeia sempre pela casa. Ter sempre á mão os momentos de felecidade. Como um caranguejo que se arrasta nas marés vivas, enrolado no cheiro a algas e a iodo. Sem paixão, raiva, frio ou calor. Não me me lembro, nem me esqueço, adormeço.

Capricho

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Esta ansia que as pessoas têm de se enamorarem. Uma espécie de evolução interior, que nos empurra para uma mudança profunda e nos leva a procurar alguém para a partilha desta viagem. Miséria do inconsciente. Inquietação. Ouve-se a música do Variações e repete-se o refrão que só estou bem onde eu não estou. Sonha-se em assaltar  sonhos. Cuidado! Porque quem morre de sede, bebe água que pode ser salobra. E quem se enamora, enamora-se sempre pelo desconhecido. Puro capricho. Raras as vezes se transforma em amor. Como aquele em que uma mãe teme pelo seu pequeno filho. O amor para sempre,  apenas uma sensação fugidia. Com vontade de olhar atrás. Triste cortejo de expectativas vãs.

Ouvir-te Dizer

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A mãe, O Afonso, E o mano. Com as mãos atadas ao meu pescoço e os olhos atravessados por reflexos luminosos, foi a maior alegria que me podias ter dado. Familia. Lar. Nada como ter a virtude de um cego. Ver a realidade ao pormenor, sentir e agarrá-la com força sem nunca precisar de abrir os olhos.

Pequenos Nadas

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Vasculhou sem querer. Abrigou-se nas palavras certas. Lavou a vista na água a rebentar por trás dos olhos dela.   O caminho ali, para um passo errado. Finalmente havia encontrado alguém para aquecer as vontades e expulsar o desânimo. O corpo tremeu e derreteu-se o gelo da resistência. Não escrevia porque não tinha jeito. Porque senão escreveria um beijo, pois um beijo escrito ainda podia valer por muitos, e ser bem mais leve na consciência. O tempo era escasso e passou a ser uma muralha levantada á sua frente. Há coisas que não deveria querer. Ela era uma delas, emoção doce e amargo veneno. Nesta existência imprevisivel correr pode ser um desafio. Principalmente quando não se sabe se as pernas vão a tempo de saltar. Imagina como as coisas são. São como não podiam ser. Pequenos nadas feitos de tudo, em quantidades instáveis. E vêm e vão, e nunca chegam para ficar, nem para partir de vez.

Um Sopro Na Minha Vida

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Num sopro único mostraste-te ao mundo. Fecundaram-se as raízes deste novo tempo. O corpo da mãe trouxe-te a sorrir. Foste moldado com ferramentas preciosas. Em troca lapidaste-me todos os medos e sentimentos inconcretos. E vi surgir na tua vida, a minha nova vida a trilhar outro rumo. Aquele dos bichos silvestres e livres. Do sol forte e das cores de um novo dia. Já posso ver-te a desenhar a vida com novas formas. Salpicada com a alegria de menino. E a sabedoria de uma nova velha alma. Que prepara a mãe para uma nova aventura. Mesmo antes de te ver, amei-te com a doçura do inexplicável. Dormiste nos braços das estrelas, para acordares na ternura do meu pequeno grande abraço. Bem vindo!